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02 de September de 2010

*Artigo publicado na Folha de S.Paulo, domingo, 22 de agosto de 2010

SAÚDE E PODER

Dilma Rousseff enganou-se ao considerar “um pouco deselegante” a pergunta que lhe foi feita sobre sua saúde, particularmente sobre o câncer linfático que tratou no ano passado. Tanto a pergunta é cabível que ela mesma esteve no hospital Sírio-Libanês para se submeter a exames e monitorar o resultado do tratamento.

Seria deselegante perguntar em 1966 ao general Costa e Silva como estavam suas coronárias? Estavam entupidas e ele saiu do ar em 1969, no meio do mandato, atirando o Brasil num período de anarquia militar. Seria deselegante perguntar em 1978 ao general Figueiredo se era cardiopata? Era. Tivera um infarto que passara despercebido, e teve outro em 1981. Seu governo, que já tinha pouco rumo, perdeu-o de vez.

Seria deselegante perguntar em 1984 a Tancredo Neves porque vivia apalpando a virilha? Um tumor (cuja existência temia, mas não conhecia) incomodava-o havia meses.

Acaba de chegar às livrarias “O Paciente – O Caso Tancredo Neves”, do jornalista Luís Mir. É uma história de horror, mentiras e mesquinharias. Metade do volume é de cópias de documentos hospitalares. Os médicos mentiram do início ao fim. Mentindo e brigando, agravaram o estado de Tancredo. Ele não precisava ser operado daquele jeito, naquele hospital, naquela madrugada do dia de sua posse na Presidência.

A pergunta feita a Dilma não foi deselegante, foi prática, em seu benefício. Permitiu-lhe explicar que se sente muito bem: “Ninguém com alguma doença segura uma campanha eleitoral como eu seguro. É do Oiapoque ao Chuí”.

13 de August de 2010


ESTADO, EMPRESARIADO E DESENVOLVIMENTO
NO BRASIL: NOVAS TEORIAS, NOVAS TRAJETÓRIAS

ORGANIZADORES
WAGNER PRALON MANCUSO
MARIA ANTONIETA PARAHYBA LEOPOLDI
WAGNER IGLECIAS

Estado, empresariado e desenvolvimento no Brasil: novas teorias, novas trajetórias apresenta as correntes de pensamento que estudam o mundo do pós-neoliberalismo, com especial atenção para o Brasil. Depois de deglutidas as receitas do FMI e do Consenso de Washington para as economias em crise do Terceiro Mundo, novas práticas de desenvolvimento em pleno ambiente global levaram alguns países à condição de “emergentes”. Como explicar fenômenos como Brasil, China, Índia, Rússia, Taiwan, Coreia do Sul e outros? Com novas teorias em ciência política, economia política e sociologia do desenvolvimento, respondem os organizadores deste livro. Dividido em três seções, ele apresenta, na primeira, as variedades de capitalismo e a emergência de um novo paradigma de Estado desenvolvimentista; na segunda, as transformações da política industrial brasileira nos últimos 20 anos; e, na terceira, a relação do empresariado com o poder público no Brasil contemporâneo.

“(…)

Mudanças na ordem internacional alteraram o peso, no comércio mundial, de
países antes considerados na “periferia” da ordem capitalista. as estruturas
domésticas dos Estados nacinoais também foram mudando, seja na era das
reformas neoliberais, seja depois dela. Uma nova hierarquia de países em
desenvolvimento vem surgindo nas últimas décadas. A ascensão do Sudeste
Asiático, da Índia e da China desde os anos 1980, seguida pela economia
brasileira nos anos 1990, após as reformas e a estabilização macroeconômica,
criou uma nova categoria – os “países emergentes”. A necessidade de explicar a
ascensão de países que antes se encontravam em posição “periférica”, nas
teorias do desenvolvimento dos anos 1950 e 1960, ou “dependente”, nas teorias
dos anos 1960 e 1970, tem levado ao surgimento de novos paradigmas nos vários
campos das ciências sociais.

A recente reflexão sobre o desenvolvimento no Brasil acompanha, portanto, a
retomada da discussão teórica, em nível mundial, sobre as estratégias
nacionais de desenvolvimento e sobre o novo Estado desenvolvimentista. (…)”

Do prefácio dos organizadores.

10 de August de 2010

Acaba de chegar a quinta tiragem do livro Ayurveda – Cultura de Bem-Viver. Trata-se de um guia da milenar medicina indiana, seus princípios filosóficos, mitológicos, práticos, arquetípicos e poéticos. Além de uma técnica de cura, a Ayurveda é uma prática do bem-estar, cultura do bem-viver, abordada em todas as suas facetas por duas especialistas na área. Segundo os antigos, é possível viver pelo menos 100 anos, com direito a felicidade plena durante toda a vida, desde que seguidas as orientações sobre nutrição, atividade física e combate ao estresse via meditação.

Márcia De Luca e Lúcia Barros fizeram um livro único no Brasil, bom para mestres de yoga e terapeutas especializados. Escrito em linguagem simples e avalizado por algumas das melhores autoridades internacionais (David Frawley, Deepak Chopra e José Ruguê Ribeiro Junior), também será útil ao público leigo e curioso do assunto. Edição caprichosamente ilustrada.

06 de August de 2010

Editoras organizam-se em torno da bibliodiversidade na Bienal do Livro

Grupo de editoras independentes se junta no mesmo estande para apresentar diversidade de publicações e defender a bandeira da bibliodiversidade

A Editora de Cultura, Fundação Perseu Abramo, Ibis Libris, Livro Falante, Musa, Sá Editora e a Publisher Brasil dividem o mesmo estande (L13) na Bienal Internacional do Livro de São Paulo. A proposta dessa união, além de fortalecer a divulgação de cada editora individualmente, é, principalmente, oferecer uma variedade de catálogos, para que o leitor possa ter escolha e não ficar restrito a oferta dos 20 mais vendidos do mercado. Diante de tantos e variados títulos o leitor poderá olhar, folhear, escolher e acrescentar ao seu cardápio literário, livros além dos modismos e bestsellers. “O objetivo da nossa união é apresentar uma maior variedade de títulos para atender a todas as áreas dos interesses de leitura, ampliando o horizonte de conhecimento, trazendo novas visões sobre o que já se conhece, e mostrando coisas inéditas”, afirma Thereza Christina Rocque da Motta, editora da Ibis Libris.

São mais de 9.000 exemplares entre livros, audiolivros e revistas, de 360 títulos, sendo 30 novos, com 24 lançamentos no estande. Romances, contos, crônicas, ensaios, autoajuda, infantil, estudos acadêmicos, autores nacionais e estrangeiros.


O Editor independente

Ao contrário da lógica das grandes empresas, o editor independente atua conscientemente em nichos de mercado e produz qualidade e diversidade. O pequeno editor é um empreendedor por natureza. Intelectual e quase sempre engajado, ele é uma liderança na área em que atua. Sensível à produção cultural do seu entorno, busca sintetizar, sistematizar e disseminar sua leitura de mundo, formando um catálogo de qualidade, na maioria das vezes especializado na temática que abraçou. Adota, portanto, do ponto de vista empresarial, estratégias competitivas focadas em nichos de mercado.

04 de August de 2010

Luis Mir concede entrevista ao radialista Dilson Barbosa. Dividida em 4 partes, a conversa é rica em informações sobre os fatos médicos que abalaram a história do país. Para ouvi-la, clique aqui

03 de August de 2010

O historiador Luís Mir teve uma grande idéia: tirar a morte de Tancredo Neves do reino da lenda e transportá-lo para a História. Tancredo foi o primeiro presidente eleito após a ditadura. Na véspera da posse, foi operado de um tumor no intestino e jamais se recuperou, não chegando a assumir o cargo. Sua morte, há 25 anos, foi cercada de mitos – inclusive o de que levou um tiro no estômago (e os devaneios vão até o local onde o fato teria ocorrido: a Catedral de Brasília).

Mir foi à fonte primária dos fatos: os prontuários médicos de Tancredo Neves. Sua primeira revelação é uma bomba: Tancredo tinha mesmo um tumor, mas seria possível escolher a data da cirurgia, já que não havia emergência. Outra bomba: o transporte de Tancredo a São Paulo, num avião sem equipamento médico, foi um erro desnecessário. Mas o livro de Mir não faz julgamentos de valor: traz apenas fatos médicos, aqueles descritos nos prontuários do dia a dia, desde a primeira internação de Tancredo até o dia de sua morte, digamos, oficial.

Pois há a terceira bomba: a rigor, a rigor, Tancredo estava morto desde o dia 19 de abril, enquanto a morte só foi anunciada no dia 21. Mas vale a pena acompanhar os acontecimentos pelo livro, que será lançado nos próximos dias.

Mir não quer fazer um lançamento oficial, apenas colocar o livro na praça. Sai logo, pela Mírian Paglia Editora de Cultura: já está sendo impresso.

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=583CIR001

02 de August de 2010

Diagnóstico de uma farsa
Morte do presidente Tancredo Neves gerou controvérsias que são objeto de pesquisa médica

Carlos Herculano Lopes – EM Cultura

Editora Cultura/Divulgação
O que determinou a morte do presidente Tancredo Neves, ocorrida naquele fatídico 21 de abril de 1985, no Incor, em São Paulo? Primeiro civil a ser eleito para a Presidência da República depois de 21 anos de ditadura militar, o político mineiro havia sido internado às pressas, em 14 de março, dois dias antes de tomar posse, “para tratar de antigas dores abdominais”. De acordo com o historiador e pesquisador médico Luis Mir, especialista em atendimento médico de trauma e professor visitante da Faculdade de Medicina da USP, que acaba de lançar o livro O caso Tancredo Neves, o paciente, não existiu um único fator determinante para a morte, mas uma série desastrada de equívocos. Para ele, o presidente poderia ter sido salvo se erros primários, protagonizados pela equipe que o atendeu no Hospital de Base, em Brasília, não tivessem ocorrido. A “síndrome Tancredo Neves”, para Luis Mir, nunca mais abandonou os médicos que o atenderam. “Explicaram, explicam, explicarão o resto de suas vidas o que fizeram, por que fizeram, o que não fizeram. Mas há, em última análise, um consenso médico sobre o caso: o paciente matou o presidente da República, e o presidente da República matou o paciente”. Em entrevista ao Estado de Minas, o escritor dá detalhes de sua pesquisa sobre o caso médico que abalou a República.

O que levou o senhor a publicar o livro 25 anos depois da morte de Tancredo Neves?
Não aceitar, dentro dos meus limites, uma farsa. E tentar resgatar sua dignidade como paciente. As lendas – atentado, envenenamento, complô médico para impedir a sua posse – são perversas, inaceitáveis. Os fatos tinham que ser reconstituídos para apontar os responsáveis pelos diagnósticos equivocados, procedimentos inadequados, resultados catastróficos para ele. Ele era um paciente idoso, mas saudável, portador de um tumor no intestino delgado facilmente operável, sem metástase, uma cirurgia simples se tivesse sido bem diagnosticado, bem operado. Poderiam ter esfriado a bacteremia (processo infeccioso), estabilizado o quadro, ele poderia ter tomado posse, ter sido operado eletivamente e ter exercido integralmente seu mandato. Segundo o seu histórico clínico, era uma pessoa saudável. O diagnóstico equivocado de apendicite supurada é que determinou a primeira operação desastrada. O que encontraram? Um tumor maligno. Era primário, não tinha abscesso, não contaminava a parede abdominal (não infiltrava, não era agressivo), não tinha metástase, não estava em uma fase de proliferação (crescimento) agressivo. Não representava risco de morte, não exigia uma operação de urgência, deveria ter ido retirado numa cirurgia eletiva. E mais, era completamente ressecável, estava pediculado, pendurado, facilmente operável. Maligno não quer dizer mortal, tumor não quer dizer que não seja operável, tratável, controlável. O tumor não representava nenhum risco imediato de vida.

O que mais o incomodou, a ponto de investigar toda essa a história?
Objetivamente, ele não ter tomado posse por uma série de equívocos diagnósticos e cirúrgicos. Mas quero deixar claro que não é a minha versão. Tudo, rigorosamente tudo, publicado no livro, está lastreado nos prontuários do Hospital de Base de Brasília e do Incor. O diagnóstico primário de uma apendicite aguda com abscesso e suspeita de peritonite feito no exame de ultrassom no Centro Radiológico Sul era totalmente equivocado. O que se via na ecografia era um tumor, com necrose, gás e líquido (suspeita de infecção). Era um caso para uma cirurgia programada. Não havia risco de morte, não havia urgência. Deveriam ter entrado a partir do dia 13 de março com uma antibioticoterapia para combater a bacteremia, identificar o foco infeccioso e prepará-lo bem para a cirurgia. Operado no início da madrugada de 15 de março, quando abriram o abdômen do presidente o que encontraram foi um tumor intestinal – leiomiossarcoma – pediculado, pendurado no intestino delgado, no íleo terminal. Não havia peritonite, não havia líquidos na cavidade abdominal, não havia hemorragia, não havia obstrução. E começa o desastre. Em vez de ser retirado o tumor com uma ressecção segmentar, como já preconizava a literatura e a técnica mais adequada à época, o cirurgião Francisco Pinheiro Rocha opta por uma ressecção em cunha, em V. O que provocou que o paciente babasse (sangrasse gota a gota) desde o primeiro momento. O que determinou a morte do presidente Tancredo Neves: enterorragia (hemorragia maciça) decorrente de um erro técnico na sutura da primeira cirurgia – não era um divertículo, era um leiomiossarcoma. Repito, não se poderia fazer a ressecção em cunha. É um erro técnico grave. Ele sangrou desde o primeiro momento e isso explica por que o intestino não voltou a funcionar. Determinou as complicações que o levariam à morte.

Quais foram, a seu ver, os erros básicos cometidos pela equipe do Hospital de Base, em Brasília?
Mal diagnosticado no exame de ultrassom no dia 13 de março de 1985, mal operado no início da madrugada do dia 15 de março, na extubação antecipada da primeira operação ele teve um edema agudo de pulmão, tendo sido salvo em manobras heroicas por cerca de três horas. Ele poderia ter morrido na mesa de cirurgia nessa primeira operação. Não deveria ter sido extubado da forma como foi. Era o início de um pós-operatório desastroso, as complicações pós-operatórias começam desde a primeira intervenção e nunca mais cessaram. Mais um diagnóstico equivocado – íleo adinâmico (também havia a suspeita de íleo paralítico) – e reoperam o presidente menos de cinco dias depois da primeira intervenção. Com uma cirurgia desnecessária, operado numa sala do pronto-socorro contaminada, aceleram o sangramento da anastomose da primeira intervenção. E no dia 23 de março ele tem uma gravíssima crise respiratória e chega novamente às portas da morte. Provocada pela hipovolemia, perda de líquidos, por hemorragia oculta. E finalmente, na madrugada de 24 de março para o dia 25, a hemorragia se torna persistente e acaba num choque hemorrágico na tarde do dia 25, poucas horas depois da famosa foto. Quando foi levado para a foto, já tinha sangrado muito. Ele deveria ter sido reoperado imediatamente para suturar o vaso sangrante, teria se salvado. Foi levado em uma cadeira de rodas para a famosa foto, sangrando.

Tancredo entrou em fase terminal em 12 de abril, conforme está no livro. Por que mantê-lo vivo até o dia 25 de abril?
Essa decisão é de integral responsabilidade de Henrique Walter Pinotti. Algumas de suas decisões foram tão delirantes a partir do dia 9 de abril de 1985, que alguns médicos que acompanhavam o presidente no Incor comentavam que ele tinha surtado. Na quarta cirurgia, a do dia 12 de abril, para remover a parede abdominal necrosada e a colocação de uma tela de Marlex, eles sabiam que o presidente era um paciente terminal. E a partir do dia 16 totalmente dependente de drogas vasoativas para manter o coração funcionando, o pulmão de choque já provocara disfunção múltipla de órgãos.

Quando ele foi transferido para São Paulo, as esperanças de salvá-lo já haviam acabado?
Tancredo Neves foi transferido para São Paulo na manhã de 26 de março de 1985 como paciente politransfundido e o quadro não pôde ser revertido. Ele chegou tarde. Recursos esgotados. A partir daí, entrou nos cuidados paliativos, uma tarefa dolorosa para todos os envolvidos. Tudo o que ocorreu clínica e cirurgicamente no Instituto do Coração para o paciente Tancredo Neves não alterou um centésimo seu estado crítico. Morreu cirúrgica e hemorragicamente em Brasília e foi enterrado clinicamente em São Paulo. A excelência médica à sua disposição no Hospital das Clínicas conseguiu o impossível: mantê-lo vivo a partir do dia 9 de abril mediante drogas e aparelhos, que só seriam desligados no dia 21 de abril. Francisco Pinheiro Rocha vetou o embarque do presidente eleito em um jatinho que o levaria na noite do dia 14 de março para São Paulo. Alegou que a cirurgia deveria ser feita no prazo máximo de uma hora ou o presidente morreria. E que ele não acompanharia o presidente no voo. A família perplexa, e alguns colegas dele achando que ele estava se apressando em demasia. Tinha que se preparar melhor a cirurgia. Levaram três horas para iniciar a tumultuada operação no Hospital de Base. Tudo de grave ocorreu em Brasília. São Paulo foi apenas o fim da jornada, que se sabia qual era desde a hemorragia maciça que teve.

Como a família do presidente recebeu o livro? O senhor chegou a ter algum contato com os familiares de Tancredo?
Tive apenas três contatos com os familiares do presidente Tancredo Neves por meio de seu filho, Tancredo Augusto Tolentino Neves, e de sua neta, Andréa Neves Cunha, por e-mails. O primeiro foi para cientificá-los de que iria publicar essa história clínica e cirúrgica estritamente dentro do campo médico. A segunda, que se autorizassem a publicação dos prontuários (eu já os tinha estudado), resgataríamos a dignidade desse paciente. Incluído o laudo da necropsia, que atestava a má técnica cirúrgica utilizada na primeira intervenção. E que seria a primeira vez na história deste país (desta vez realmente a primeira vez) que se publicaria uma documentação médica dessa importância de um chefe de Estado brasileiro. Autorizaram a publicação de qualquer documento médico que pudesse contribuir para a minha investigação. Não posso me furtar a reconhecer que não interferiram, não opinaram sobre o resultado final da investigação, não me pediram sequer a leitura prévia do original, me disseram que não proporiam a mudança de uma única vírgula em todo o trabalho, por ser um livro médico.

Qual foi a contribuição para a história que o senhor acha ter dado ao publicar o livro?
Resgatar a dignidade do presidente Tancredo Neves como paciente. A partir do momento em que foi internado, na noite do dia 14 de março de 1985, ele foi um paciente disciplinado, atento e solícito a todas as prescrições e recomendações médicas. E quando se acusa ele de ter protelado a cirurgia, não é verdade. O que queria era apenas tomar posse, tinha se preparado a vida inteira para aquelas horas. E disse aos médicos que desceria a rampa do Planalto correndo para se internar logo depois dela. Se não se comete o erro de diangóstico primário na ecografia do dia 13 de março e se se faz uma rotina adequada para prepará-lo para uma cirurgia, poderia ter tomado posse. Esse foi um dano para a reconstrução democrática que nunca mais foi revertido.

30 de July de 2010

A matéria traz uma entrevista com o autor Luis Mir, além de mostrar alguns dos pontos chave da cirurgia de Tancredo Neves, que marcou profundamente a história política do Brasil.

28 de July de 2010

chega ao país best-seller americano para pais e mestres sobre educação sexual de crianças e adolescentes

É clássica a dúvida sobre como agir quando crianças e adolescentes começam a manifestar curiosidade sexual – e também quando passam a se esquivar desse tema. Precisamos responder às dúvidas dos jovens, mas quem responde às nossas?

Solução para essa angústia, que acompanha pais e educadores de todo o mundo, se encontra em Sobre sexo (Tudo o que você teme que seus filhos perguntem, mas precisa informar), dos doutores de Harvard Justin Richardson & Mark A. Schuster, agora disponível também para o público brasileiro.

Sobre sexo é um guia para que pais e educadores responsáveis pela educação de crianças e adolescentes possam acompanhar, sem medos nem tabus, o desenvolvimento sexual de seus filhos e educandos.

Richardson & Schuster começam por tranquilizar o leitor, evidenciando que, apesar de vivermos numa época de aparente liberalidade sexual, continuamos a ficar constrangidos quando se trata de falar sobre sexo com os jovens, sejam filhos, netos, sobrinhos ou alunos. Especialistas no tema, sendo um psiquiatra e outro pediatra, os autores realizam há vários anos importante trabalho sobre estratégias de comunicação para pais, professores e escolas empenhados em garantir um desenvolvimento sexual saudável para crianças e adolescente.

A vida íntima das crianças

“Você sabe muito bem que falar de sexo com as crianças é coisa complicada. Mas não precisa ser”. Prova disso é Sobre sexo, um guia que apresenta as informações de acordo com a faixa etária, mostrando o quê dizer, como dizer e onde parar.

Enriquecendo o livro com entrevistas de pais, mães e filhos e com dados das mais atuais pesquisas científicas sobre o tema, os doutores Richardson & Schuster compartilham seus conhecimentos, adquiridos na Escola de Medicina de Harvard e aperfeiçoados no consultório, nas aulas que dão e nas palestra para pais e mestres em escolas como conselheiros sobre desenvolvimento sexual de crianças. Sempre reforçando o decisivo papel da família e dos educadores para os indivíduos encararem sua sexualidade de forma tranquila e natural, pois isso lhes garante potencial de felicidade maior do que o dos mal-informados, que correm altos riscos desnecessariamente.

Nos EUA, Sobre sexo, brilhante, esclarecedor, prático e engraçado, se tornou referência para pais e mestres que têm crianças a seu cargo – do berço à adolescência. E tem tudo para fazer igual carreira de sucesso no Brasil.