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13 de October de 2008
No prelo: Conversações, de João Lins de Albuquerque

ENTREVISTAS COM GRANDES PERSONALIDADES INTERNACIONAIS AJUDAM A ENTENDER O MUNDO

João Lins de Albuquerque, ex-chefe da Divisão de Língua Portuguesa da Rádio das Nações Unidas (ONU) em Nova York, lança Conversações, uma antologia de mentes brilhantes,
na Academia Brasileira de Letras dia 17 de novembro.

“Conversações é um livro excepcional sob mais de um aspecto. Tecnicamente, como volume de entrevistas, constitui um verdadeiro curso sobre a difícil arte de perscrutar com inteligência, sensibilidade, elegância e respeito a alma do interlocutor. Como conteúdo, trata-se de uma rara antologia das mentes brilhantes da história recente.”
É assim que a Editora de Cultura, de São Paulo, descreve a obra de João Lins de Albuquerque, jornalista e escritor paulista formado no Rio de Janeiro, que fez carreira internacional em Londres, Estocolmo e Nova York sem nunca deixar de escrever para veículos de língua portuguesa, como a extinta revista brasileira Visão, a Folha de S. Paulo e o diário português Expresso.
A obra Conversações será apresentada ao público no dia 7 de novembro na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, abrindo uma série de lançamentos em São Paulo, capital e interior.
O livro reúne entrevistas com personalidades eminentes feitas por João Lins de Albuquerque, hábil conversationist, que arrancou confissões de Bernardo Bertolucci; registrou as últimas palavras de Pier Paolo Pasolini, quatro dias antes de este ser assassinado; descortinou o envolvimento de Greta Garbo na espionagem pró-americana durante a Segunda Guerra Mundial; ouviu de Stan Getz a desconcertante informação de que o tom de “urgência emocional” de sua música se devia ao fato de ele estar sendo consumido por um câncer incurável. No campo das artes, a lista de entrevistados inclui Ingmar Bergman, Eugène Ionesco, Mario Vargas Llosa, Luciano Pavarotti, Nina Hagen, Esther Williams entre outros.
Conversações também lança luz sobre a história recente da África e do Timor-Leste, contada por personagens como Nelson Mandela, Sérgio Vieira de Mello, Breyten Breytenbach, Ramos Horta e Xanana Gusmão, entre outros, além de captar momentos políticos importantes na Europa, analisados por personalidades de destaque como os antigos primeiros-ministros Felipe Gonzáles, espanhol, Olof Palme, sueco, e Mário Soares, português. As tensões da Guerra Fria lhe foram reveladas por Phillip Agee, ex-agente da CIA.
O livro traz, ainda, uma coleção preciosa de entrevistas com vencedores do Prêmio Nobel, como os economistas Milton Friedman e Franco Modigliani, o filósofo político Karl Popper, o físico nuclear Carlo Rubbia, o climatologista mais premiado do mundo, Bert Bolin, e o multicientista Ilya Prigogine.
Merece ainda destaque a entrevista da química Gertrude Elion, criadora de medicamentos fundamentais na história da medicina moderna, como as substâncias imunizantes que viabilizaram os transplantes de órgãos, o primeiro método quimioterápico para tratar a leucemia infantil, os primeiros remédios antivirais efetivos, e de lançar as bases para o desenvolvimento do AZT, fundamental no tratamento da AIDS, que salvaram ou melhoraram a vida de milhões de pessoas no planeta. Uma cientista que, por ser pobre e por ser mulher, não conseguiu sequer fazer doutorado – o que não a impediu de receber o Prêmio Nobel de Medicina.
No prefácio do livro, assinado por Antonio Olinto, o acadêmico diz: “Num julgamento de livros publicados nos últimos anos, destaco neste Conversações – 50 entrevistas essenciais para entender o mundo um dos mais belos e mais úteis”. E justifica: “(…) Na realidade, essas pessoas eminentes nos mostram por que somos o que somos nestes primeiros anos do século XXI”.

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