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Novos lares (Neie Heimen)
Contos, retratos e cenas da vida dos judeus no Brasil
Adolfo Kischinhevsky

Publicado em Nilópolis em 1932, Novos lares permaneceu mais de sete décadas no esquecimento e, se não foi vertido antes para o português, não foi por falta de valor literário, conforme reconhece o escritor Moacyr Scliar, da Academia Brasileira de Letras, que assina o prefácio da obra.

De fato, numa escrita simples e contida – que poderia ser classificada de “modernista” em meados dos anos 1920, quando a maioria dos autores ainda escreviam de forma rebuscada –, Kischinhevsky soube captar a alma dos imigrantes judeus. Em alguns contos, ele mostra personagens sofridos, que não conseguiam se adaptar. Em outros, são pessoas centradas, em busca de seu bem-estar material. Todos, porém, saudosos das aldeias deixadas para trás na busca de paz e prosperidade.

A figura do clientelchik, o vendedor ambulante, é central em Novos lares. O autor conhecia bem o ofício, que também praticou ao vir para o Brasil. E é nas andanças dos personagens pelos bairros do Rio de Janeiro, por exemplo, que descobrimos coisas também do Brasil. O “Morro da Favela” é a Previdência, primeira favela carioca, que Kischinhevsky descreve com seus primeiros barracos. A “Praia Atlântica” é a orla de Copacabana… Daí a razão de este lançamento da Editora de Cultura integrar sua Coleção Brasil Memória, configurando uma ação para a divulgação e o resgate da nossa história.

104 páginas | Brochura 16x23cm | ISBN: 9788529301228 | R$ 25,00

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