Este livro traz um rico testemunho de cenas da vida do Xingu, através da lente de uma das maiores fotógrafas do Brasil, Maureen Bisilliat. Os relatos dos irmãos Villas-Bôas, principais interventores no projeto de instauração do Parque do Xingu, (que em 2011 completará 50 anos de existência) oferecem ao público uma ampla quantidade de informações sobre a vida e os costumes dos indígenas, documentando como as populações do Xingu puderam se desenvolver, manter suas tradições e até voltar a proliferar, depois de ameaçadas de extinção.
Edição bilíngüe: português e inglês.
Um trecho do livro:
“Quando nos perguntam qual foi a política que usamos no convívio com o índio durante todos esses anos, respondemos que nada fizemos de extraordinário a não ser prestigiar os inúmeros traços de sua cultura, mantendo com ele longas conversas. Essa comunicação foi e é essencial, pois através dela temos a oportunidade de reforçar seus valores sociais, econômicos e tribais. Por outro lado, podemos dar ao índio uma idéia do nosso mundo, do nosso mundo “civilizado”, ressaltando nossos avanços no terreno da técnica e do conhecimento, mas também mostrando nossos erros, desajustes, e desníveis sociais – coisas que não têm lugar em sua estrutura cultural
(…)
Para o índio aldeado, dono de roça, o chão não precisa ser necessariamente extenso: abrange o cultivo e o rio dos peixes. Para isso, ele não precisa que dobre o horizonte. Porém, se é nômade, o chão não deve ter fim. O mundo é seu, e o limite dele é o sol que dá na sua queda.
No parque do Xingu, o índio nunca teve peia em sua perambulação”.
216 páginas | Encadernado 26 x 29cm | Ilustrado | ISBN: 85-293-0006-8
De R$ 137,00 por R$ 98,00




