Livre da fumaça maldita (Publishnews, 17/07/2008)

O Brasil já figurou como um dos mercados mais promissores do planeta no consumo de cigarros, mas, mesmo com a mobilização da indústria para dar destaque ao país e a seus consumidores, este sonho (ou será pesadelo?) foi frustrado, na década seguinte. Isso porque forças importantes da sociedade – médicos, pesquisadores, políticos, imprensa, ONGs – se mobilizaram numa frente ampla de resistência. O livro Sem filtro (Editora de Cultura, 176 pp., R$ 30), é resultado de projeto da cardiologista Jaqueline Scholz Issa, do InCor (Instituto do Coração), que trabalha em pesquisas e tratamentos do tabagismo. A médica trouxe para o Brasil, em 1993, a iniciativa do Dia Mundial sem Tabaco, da OMS (Organização Mundial da Saúde), e fundou um dos primeiros programas de tratamento do tabagismo reconhecidos no país, o do InCor. A reportagem ficou a cargo da jornalista Madeleine Lacsko. Depois de mais de uma década de campanhas e de divulgação intensa de informações de pesquisas pela imprensa, diz Jaqueline, a população brasileira está cada vez mais atenta aos malefícios do cigarro.